segunda-feira, 22 de setembro de 2008

.ho voglia di te.


Bologna, Setembro de 2008

"Basta. Sono fuori. Dai ricordi. Dal passato. Ma sono anche fuori di testa. Prima o poi le chose che hai lasciato indietro ti raggiungono. E le cose più stupide, quando sei innamorato, te le ricordi come le più belle. Perché la loro semplicità non ha paragoni. E mi viene da gridare. In questo silenzio che fa male. Basta. Lascia stare. Metti tutto di nuovo a posto. Ecco. Chiudi. Doppia mandata. In fondo al cuore, lì dietro l'angolo. In quel giardino. Qualche fiore, un po' d'ombra e poi dolore. Mettili lì, ben nascosti, mi raccomando, dove non fanno male, dove nessuno li può vedere. Dove tu non li puoi vedere. Ecco. Di nuovo sotterrati. Ora va meglio. Molto meglio."

p.60. Ho voglia di te, Federico Moccia

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

.amores que matam #1.

Naquela manha o sol batia nas pálpebras e os olhos inundavam-se de um fervor de luz. O fumo dos cigarros ardia distraído enquanto a Dona Rosa ensinava o amor a uma plateia de corações ávidos de plenitude.
A Dona Rosa como carinhosamente lhe chamam é uma senhora argentina, vive sozinha num apartamento de Buenos Aires. Tem 80 anos e preenche o seu tempo livre a pensar. Gosta de pensar no que está por trás das coisas. Gosta especialmente de pensar no que está por trás do amor. Para ela o amor é como a electricidade. É omnipresente, sabemo-la e sentimo-la. Em cada divagação matinal e desgrenhada em frente a um frigorífico, em cada momento de alienação perante uma televisão ou em cada procura imediata de luz quando entramos numa casa escura. Tudo se move em torno deste cosmos eléctrico que tão insistentemente esquecemos. Não reconhecemos o valor da força motora da electricidade. Não reconhecemos do mesmo modo, a potência geradora do amor.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

sábado, 6 de setembro de 2008

.estação.


Esperar ou vir esperar
querer ou vir querer-te

vou perdendo a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho

Muita vez vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça

Mário Cesariny